Políticas públicas para as doenças crônicas de pele

Câmara dos Deputados instala frente parlamentar com debate e apresentação de especialistas

A Frente Parlamentar das Doenças Crônicas de Pele e o 1° Simpósio Brasileiro de Doenças Crônicas de Pele foram realizados na quarta-feira (4/10) no auditório Freitas Nobre na Câmara dos Deputados. Estavam presentes parlamentares, representantes da indústria farmacêutica, da organização Psoríase Brasil, Amigos Múltiplos pela Esclerose, Associação Crônicos do Dia a Dia e especialistas no tema.

O Presidente da Frente Parlamentar, deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD/RR), abriu o evento afirmando que o objetivo da criação do colegiado é promover o diálogo entre a comunidade médica, pacientes, profissionais da área e sociedade civil em geral. Isso, para garantir a equidade de direitos das pessoas que sofrem com as doenças crônicas de pele.

O parlamentar protocolou ontem mesmo o Projeto de Lei n° 4824/23, que institui o Programa Nacional de Cuidado Integral a pessoas com doenças crônicas de pele no Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria ainda não seguiu para análise das comissões temáticas da Câmara.

Para dar celeridade à tramitação, Cathedral está buscando apoio das lideranças para a aprovação de requerimento de urgência que leve o projeto para deliberação imediata no Plenário da Casa. Lembrando que a matéria precisa ser deliberada também no Senado Federal antes de ser sancionada pelo Executivo.

O vice-presidente da Frente, deputado Ismael Alexandrino (PSD/GO), formado em medicina, ressaltou a necessidade de pacientes do SUS serem atendidos por dermatologistas para que diagnósticos sejam fechados com maior precisão e agilidade. Durante a audiência falou-se também da necessidade de treinar médicos que atuam na ponta, como clínicos gerais, para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais brevemente possível.

A deputada Delegada Katarina (PSD/SE) também tratou da importância do diagnóstico precoce e da necessidade de mais apoio às pesquisas médicas e ao desenvolvimento de medicamentos que reduzam os efeitos colaterais. Ela destacou também ser fundamental a criação de políticas públicas integradas para tratar as doenças de pele, com ênfase na informação para diminuir o preconceito e a segregação dos acometidos por essas doenças.

Gladis Lima, presidente da Psoríase Brasil, destacou que a associação faz um intenso trabalho nas redes sociais para desenvolver o empoderamento dos pacientes na busca do tratamento. Para ela, as doenças crônicas de pele são negligenciadas pelo poder público.

Ela ressaltou a importância da criação de campanhas de esclarecimentos sobre as patologias e tratou da necessidade de uma maior capacitação dos médicos no atendimento primário para reduzir a demora na conclusão do diagnóstico. Atualmente pode chegar a três anos.

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