Veja alguns dados importantes sobre a luta contra o tabaco.

Dia 29 de agosto foi o Dia Nacional de Combate ao Tabaco. Mas a luta contra um dos maiores vilões para a saúde de brasileiras e brasileiros tem de ser lembrada o ano inteiro.

A seguir, dados importantes sobre o assunto:

  • Mais de 420 pessoas morrem por dia por causa da dependência de nicotina. “Quanto mais cedo a pessoa parar de fumar, maiores são as chances de prevenir doenças pulmonares crônicas, que são irreversíveis”, diz o Ministério da Saúde. 
  • Entre 2019 e 2022, foram realizados 301 transplantes pulmonares no Brasil, dos quais 46 foram registrados somente entre janeiro e junho do ano passado.
  • Em 2020, último ano de informações disponíveis no Datasus/MS, era possível verificar que as doenças do aparelho respiratório  (CID-10) foram responsáveis por 148.773 mortes.
  • Entre as doenças respiratórias mais desafiadoras está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da do Ministério da Saúde, no Brasil, estudo de base populacional com avaliação espirométrica (teste de capacidade pulmonar) de indivíduos com mais de 40 anos encontrou uma prevalência nacional de DPOC agregada de 17%. 
  • A maior prevalência de DPOC foi identificada na região Centro-Oeste (25%), seguida pela região Sudeste (23%); sendo menor na região Sul (12%)”, diz o relatório. Em análise de sensibilidade, encontrou-se prevalência de DPOC entre homens (16%), comparado às mulheres (13%).
  • Houve prevalência total de distúrbio ventilatório obstrutivo de 15,8% na região metropolitana de São Paulo, sendo 18% entre os homens e 14% entre as mulheres. A maioria dos casos não tinha diagnóstico prévio.

Saiba como o Parlamento pode ajudar:

  • Debater amplamente o tema das doenças respiratórias e suas causas nas comissões temáticas e no plenário da casa;
  • Tornar as legislações cada vez mais restritivas para as indústrias de produtos do tabaco;
  • Enfrentar os argumentos da indústria do tabaco com dados de pesquisas como os das sociedades e associações médicas;
  • Fazer reuniões técnicas e audiências públicas para discutir os males causados pelos dispositivos eletrônicos como vaporizadores (cigarros eletrônicos), os quais entram clandestinamente no país e estão adoecendo jovens muito cedo;
  • Alertar os eleitores sobre os males do tabaco nas redes sociais;
  • Fiscalizar o Executivo para que haja diagnóstico e tratamento precoce de doenças como o DPOC. Essa atitude garante que os pacientes ganhem qualidade de vida e possam continuar ativos no mercado de trabalho.

Todo brasileiro deve ter acesso a tratamento para deixar de fumar. 

Saiba mais sobre DPOC no site da Associação Crônicos do Dia a Dia!

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